quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Lisboa patrocina Al Gore

Al Gore está em Lisboa. É um facto e de acordo com as notícias, a sua presença entre nós decorre com o alto patrocínio da Câmara Municipal de Lisboa (o que só abona em favor do munícipio).
Mas, vou ao site da C.M.L. e nada.
Vou ao site de Monsanto nada (em ambos apenas uma referência ao visionamento do filme de Al Gore no cinema Roma). Vou ao site da Agência Municipal de Energia e Ambiente e, nada.
Vou ao blog da vereação do Ambiente e, lá está, uma notícia preparada pelo GVAP-CML.
Será que este assunto de tão grande importância, não merecia ser tratado também no site instucional do munícipio, portal que supostamente concentra a informação sobre a cidade e ao qual, todos os lisboetas e outros interessados podem/devem aceder.
Aposto que a seguir às reuniões e à conferência, devem surgir medidas anunciadas com pompa e circunstância. Ao menos que sejam boas medidas, concretas, com objectivo e plano de implementação bem definido.
As pessoas precisam de informação, aliás esta necessidade é uma das razões do ciclo de conferências de Al Gore, não custava nada estarem um pouco mais atentos a esta realidade e disponibilizarem essa informação no maior número de links municipais disponíveis. Ganhavamos todos.

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Soltem os prisioneiros ...

Soltem os prisioneiros
Por todo o mundo
Há prisioneiros
Por todo o mundo

é preciso levar a coisa com boa disposição, paciência e aproveitar o tempo que nos dão de uma forma útil.
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Eleições ?

Parece-me que a câmara está amarrada e suspensa da gestão de timings ditados por razões políticas. Estou muito curioso para ver o que o futuro nos reserva.
Como já disse, tenho pena.

Al Gore

Depois de Madrid, Lisboa.
Como previsto teremos uma barrigada de preocupações e de tomada de posições da parte dos mais insuspeitos poderes deste país. Pelo menos, durante alguns dias, não se falará de outra coisa e esse é um aspecto positivo.
Não é de facto possível deixar de enfrentar a situação. É absolutamente necessário que as pessoas percebam que são parte do problema, que entendam como podem contribuir para reduzir o seu impacto (o jornal Expresso tem um mês inteirinho dedicado à causa, cheio de informações e dados da maior pertinência para a discussão e compreensão do problema - parabéns).
Mas é também de extraordinária importância, que os "policy makers" entendam que o problema é real e que a sua posição deve ser de grande responsabilidade.
Caso algum leia este post (coisa que duvido venha a acontecer) deixo aqui o link para o relatório do IPCC destinado, precisamente, aos "policy makers".

Largo de St. Antoninho

Bom dia
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terça-feira, fevereiro 06, 2007

4 graus centígrados

É este o valor apontado no relatório do IPCC, como sendo o valor mais provável do aumento da temperatura global (que poderá em todo o caso, nas previsões mais pessimistas chegar aos 6C).

Consequências:

1. Diminuição de produção de alimentos. As secas no continente africano farão cair a produção agrícola entre 15 a 30%;

2. Inundações. O nível médio dos oceanos subirá 59cm. Países como o Bangladesh e o Vietname serão os mais afectados. As cidades costeiras ou em sistemas estuarinos serão seriamente afectadas.

3. Fusão do gelo. Metade das Tundras ficarão sob ameaça de desaparecimento. 80% dos glaciares alpinos desaparecerão na Europa.

4. Dispersão de doenças. Poderá ocorrer uma dispersão de doenças para áreas hoje não afectadas. Espera-se que mais 80 milhões de pessoas (apenas em África) fiquem expostas à malária.

5. Perda de biodiversidade: 20 a 50% das espécies terrestres ficarão ameaçadas de extinção.

6. Diminuição das reservas de água doce. Estima-se que em África e na Bacia mediterrânica, as reservas sejam reduzidas a metade.

7. Tempestades e furacões mais fortes. Estima-se que os ventos sejam 15-20% mais fortes.