domingo, setembro 24, 2006

Volta ao concelho de Mafra 2

Bom, ontem foi de arromba.
O tempo espectacular, fresco e sem chuva esteve extraordinário para pedalar sem stress (é certo que quem ficou para a tarde, isto é para os 100km, apanhou chuva a sério, mas também o que é uma chuvinha para quem se mete a fazer a volta completa).
Como esperavamos, uma multidão. No meio de tantos adeptos do BTT até nós passávamos por experimentados praticantes, do mais alto gabarito. E esta imagem manteve-se pelo menos até chegarmos à Tapada de Mafra.
As conversas enquanto esperávamos a partida oficial eram fantásticas. Ele era o quadro de carbono de xxxx euros, ele era os pneus tapioca do Nelson, os calços verdes fantásticos do Luis, etc, etc. Conversa muito técnica que para não aborrecer não transcrevo na integra.

A Tapada deMafra está magnífica. Os vestígios dos fogos do passado começam finalmente a esmorecer, e as primeiras chuvas de Outono pintaram-na de cores vivas e alegres. Ainda por cima os trilhos são largos e permitem um autêntico passeio a disfrutar a paisagem. Um delírio.


As descidas no troço da tapada que estavam prometidas como sendo, no mínimo, divertidas, mostraram estar á altura, sobretudo do André que literalmente voava por ali abaixo. Quando digo voar, estou a falar a sério. O homem voa mesmo (vejam-no aí ao lado a levantar voo - parece o Harry Potter). Nós bem nos fizemos a ir atrás dele, masss é muita fruta. Numa das descidas lá fui eu atrás dele (sim, porque se ele faz eu também faço) e numa curva que o "bicho" fez a abrir, vi-me tramado e por um pouco não me enfiava pelo barranco abaixo. Lição nº 1 do BTT - deixá-los ir, que a gente já lá vai ter.

Só por este troço da volta ao Concelho, vale a pena fazer o passeio. O local de abastecimento, junto ao portão do Codeçal, bem situado permitiu ao Rui (para nossa grande vergonha e embaraço) dar a volta ao recinto atrás de um pequeno javali que se entretinha a aproveitar as maças que iam sobrando, apenas para chegado ao pé de nós dar de caras com a família toda do pobre bicho. Nós também tivemos um encontro imediato com um exemplar da família dos suínos, mas vinha na travessa e foi no Palácio dos Leitões em Negrais.



E pronto acabámos. Não - diz o chefe - vamos fazer mais 25 km.
Pois claro, porque não, já cá estamos - dizem os outros.
E lá fomos nós alegremente enfrentar o segundo troço, que de acordo com a organização tinha um grau de dificuldade máxima. E se após a saída pelo portão do Vale da Guarda (que continuo a achar um sitio lindíssimo) até ao Gradil, os trilhos me eram familiares, a partir de certa altura tudo mudou. Subidas duras, descidas duras, tudo duro (sobretudo o selim da bicicleta que começava a fazer-se sentir).
Ao Km 35 fico sem o desviador da frente. Azar. Não há nada a fazer e continuo. Já era duro, mais duro ficou.
Ao Km 38 fico sem a perna esquerda, isto é dá-me uma caimbra terrível pelo que fiquei agarrado à perna aí uns dez minutos. Mas com um ar de felicidade para espanto de quem passava e perguntava se estava tudo bem, porque a máquina partiu antes de mim. Foi a primeira vez que ela cedeu primeiro. Parece pouco mas é uma grande vitória pessoal.
Até Mafra tratou-se de ir contando os kms que faltavam, algumas subidas com a bicicleta a pé, muita concentração no final e muitos incentivos entre quem nos acompanhava.

A chegada ao Parque Desportivo de Mafra, foi apoteótico. O computador marcava 48,8km em 4h02min e uns pózinhos. Entramos no estádio precisamente na altura em que o speaker de serviço avisa que acabavam de entrar os primeiros dois participantes dos 100 kms. Espanto, surpresa e toca a acelerar para não sermos dobrados. Ainda levantei a mão com o V de vitória mas não fui nada convincente. Os moços vinham frescos, como se tivessem acabado de começar, e tiveram tempo de mudar de roupa, sim, porque os homens apesar de terem as bicicletas cheias de lama, tinham os jerseys vermelhos da Motovedras imaculados, acabados de sair da prateleira. Fizeram uma média de 25Km/h. Eu nem os imagino a andar. É outra dimensão.

Quanto a nós só me falta agradecer a amizade e o companheirismo da malta: João, Luis, André, Rui e Nelson, e ficar à espera da próxima.









sábado, setembro 23, 2006

Volta ao Concelho de Mafra 1

E é já amanhã que eu e mais 999 doidos, dos quais cinco ferverosos atletas dos Trinca Pedras, iremos arrancar às 9 da manhã (ouviste Rui, fora da cama cedo - se tiveres problemas pede licença à miuda. Qualquer coisa ela que fale comigo, eu agradeço e digo-lhe para libertar o pai) para 25 ou 50 km de BTT (a sério é sugestão do chefe e eu cumpro religiosamente as sugestões do chefe)e 2 travessas de leitão em Negrais.

Aliás acho que foi só quando introduzimos o leitão no programa que a coisa animou.

Espera-nos um dia bem passado, muita água e lama, descidas vertiginosas ... na cauda do pelotão, travessias de ribeiros cheios de água e sobretudo muita camaradagem.

quarta-feira, setembro 20, 2006

Festa

Viver no campo é estar rodeado de festas.
Todos os fins-de-semana em algum lugar, mesmo na vila e aldeia mais pequena, de Julho a Setembro, existe uma celebração na qual se mistura a devoção religiosa com a celebração dos prazeres da vida. Quero crer que, entre uma razão e outra, todos arranjam um pretexto para celebrar.
De de 26 a 2 de Outubro realizam-se no Milharado as Festas em Honra de S. Miguel, que inclui no Domingo, dia 1às 09h um passeio de BTT, organizado pela MotoReis (219856092).
Lá estarei.

domingo, setembro 17, 2006

Passeio da J. F. Santo Quintino

Percebi no portal de btt, que aqui mesmo ao lado, perto do Sobral de Monte Agraço se preparava um "passeio" de BTT. Lá fui eu, sozinho, a desejar não me ter metido em nada demasiado avançado.
À chegada uma surpresa. Muitas pessoas inscritas, para passeios pedestres e para o passeio de BTT. A Câmara Municipal do Sobral de Monte Agraço, tem diversas rotas homologadas e é de facto muito interessante verificar como se integra de uma forma extraordinária o pedestrianismo e o btt.

Quanto ao "passeio". Durinho, pensava que estava melhor. Existiam três troços. O primeiro fácil e acessível, fisica e tecnicamente. O início, dando uma volta pelo interior do Sobral engalanado para a festa, foi o máximo.
Não foi de facto difícil, se descontar mais uma corrente partida (tenho de mandar esta para a sucata) que mais uma vez o Pedro da MotoReis prontamente reparou. Não sei se é sorte ou azar, mas quando parto a corrente o Pedro aparece e cinco minutos depois já estou pronto novamente.

O segundo troço, quer-me parecer que consistiu em cerca de 5-6km sempre a subir. Leram bem, sempre a subir. Baqueei no último troço da subida e lá pus a bike às costas. Desenrasquei-me.

O terceiro troço. Bom este não sei, não o fiz. A coisa foi apresentada como sendo demasiado técnica e difícil. Achei que era demais para mim, estive tentado, mas não há nada como acabar o passeio bem, sem mazelas e descansado fisicamente pelo que decidi acompanhar o grupo que rumou ao Sobral. Caminhos largos, fáceis, velocidade de cruzeiro e de repente um "single track" numa pequena vereda, com ressaltos em pedra, buracos, etc... resultado - um grande tralho, a muito pequena velocidade.

Acabo bem, mas com mazelas, e que mazelas, mais um bocadinho lá se ia Mafra. Da próxima vez acompanho os "cromos" que seguiram a volta mais exigente, assim como assim se cair, caio a tentar algo diferente.

Parabéns à organização. O "passeio" funciona bem no esquema apresentado e os guias estão lá sempre que são precisos, os abastecimentos impecáveis, a região é fabulosa e as gentes são fantásticas.