quarta-feira, janeiro 24, 2007

Sim, Não, Talvez ...

Bolas que é dificil estar esclarecido nesta história do referndo. E tenho a certeza de que estou baralhado, apesar de me considerar alguém minimamente esclarecido, quando a minha filha resolve discutir a questão e eu patino.
O que me chateia é a forma telegráfica que ela tem de apresentar os argumentos. Uma forma muito ligeira, quase "morangueira", como se dizer sim ou não fosse fácil e/ou óbvio.

Se calhar é melhor dizer que sim. Pode ser que o SNS passe depois a ter médicos de família suficientes para acompanhar todas as famílias que venham a ter de decidir se sim ou não depois do referendo, e eu aproveite para aquelas coisas mais triviais - como estar doente por exemplo.

terça-feira, janeiro 23, 2007

É uma pena ...

Hoje foi um dia bom para aqueles que não se importam com a cidade e apenas se preocupam com a chicana política. As notícias de hoje e as que provavelmente se seguirão, mostram que Lisboa está perto da ruptura. Se não está parece. E se calhar fazia-lhe bem.

... cada vez tenho mais vontade de ... viver no campo, excepto quando vou ao centro de saúde e me dizem que não há médico de família e que me dirija à urgência - não era suposto deixar as urgências para as coisas urgentes. Bom se calhar é para as coisas importantes.

terça-feira, janeiro 16, 2007

Oxalis pes-caprae L.

Esta pequena planta é uma bem sucedida invasora! Podemos vê-la praticamente por todo o lado, nomeadamente espaços e incultos agrícolas, formando densos tapetes verdes, polvilhados de belas flores amarelas que criam um impacto visual de grande beleza.



São plantas bolbosas (geófitos), pelo que a sua presença se torna evidente a partir de Dezembro, florindo continuamente até meados de Maio.



É uma planta, originária da África do Sul, de introdução bastante antiga (talvez para ornamentação de jardins) que produz inúmeros bolbilhos, que se fragmentam e que constituem o principal meio de dispersão da planta. Estes bolbilhos são dispersos quer por acção mecânica provocada por máquinas agrícolas, quer por acção de roedores.



Apesar de muito visitadas por insectos polinizadores, eu pessoalmente, nunca vi indicios de reprodução sexuada.



As plantas da família contêm grandes concentrações de ácido oxálico o que lhes confere um sabor amargo/azedo muito apreciado. A designação do género Oxalis deriva do grego OXIS - ácido.


Os miúdos, e julgo que a maioria já experimentou, chupam os pecíolos das folhas deliciando-se com a acidez do suco. Refira-se que em grandes quantidades pode provocar toxicidade.


Para saber mais:

  • Centro de plantas invasoras da Univ. Coimbra - aqui

  • Plantas da África do Sul - aqui

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Pescanova - Update

O jornal "Público" de hoje, num excelente trabalho, discute precisamente o ponto de vista que expus aqui, e que começa a ser demasiado óbvio para ser ignorado: leia o Público aqui



Algumas pérolas retiradas das peças:
"Na área do turismo, mas não só, os PIN passaram a ser encarados como uma espécie de "via verde" para destravar projectos parados por incompatibilidades com o ordenamento do território ou com leis ambientais." Que chatice....
"O responsável pela captação de investimento para o país sustenta que "a protecção ambiental não se deve banalizar, para os casos graves estamos cá para os ver" . E eu a pensar que sim senhor deviam ser tão banais, tão banais, que só pelo facto de serem banais já estavam contemplados na apresentação dos projectos. Que chatice ...

E não é que o Ministro do Ambiente dá uma entrevista. Afinal ele existe e é ouvido para estas coisas.

Fiquei bem mais sossegado, sobretudo por ler que o ICN (não é ICNB) é ouvido e emite parecer. Será que estes pareceres não podem ser consultados, onde estão as conclusões técnicas, quem foram os técnicos consultados, etc, etc... Que chatice de perguntas...