Ouvi uma parte significativa do debate mensal na Assembleia da Republica, que politiquices à parte (ou maniqueísmos partidários como um deputado chamou) foi muito interessante.
Fiquei com algumas ideias.
A primeira é a sensação de que temos um Ministro do Ambiente ausente (se não fosse saber que está muito bem assessorado por um secretário de estado competentíssimo e insuspeito nas questões ambientais diria que estavamos desgraçados).
A segunda é a certeza de que este governo transportou as questões ambientais definitivamente para o patamar económico. Será bom, será mau? Pelo menos assusta.
Veja a lista das medidas anunciadas aqui no Publico de hoje.
Achei muito interessante o PM ter dito que as alterações climáticas / aquecimento global são uma oportunidade para o país. Eu acho que é apenas mais um pretexto, mas enfim. É que nesta contabilidade do deve e haver, existem valores cuja valorização económica, apesar de necessária, não é fácil.
PS. Começou ontem o Forum Económico Mundial 2007 que tem como um dos temas quentes, precisamente o aquecimento global e as alterações climáticas (procura mais aqui). Coincidências? Não. É a necessidade (por ex. na Europa o aumento da temperatura está a destruir a indústria do turismo de inverno).
quinta-feira, janeiro 25, 2007
De repente ...
... a CML fica com o topo da hierarquia pendurado pela suspeição. E nós sabemos que a suspeição e a opinião pública valem mais do a verdade. Seja lá ela qual for.
Algo me diz que vêm tempos conturbados para a gestão da cidade.
E existem outras pessoas com a mesma opinião.
http://bichos-carpinteiros.blogspot.com/2007/01/vai-ser-difcil.html
http://www.lisboalisboa.blogspot.com/
Além disso o PSD é refém das posições que tomou no passado e os vereadores arguidos devem ser "convidados" a resignar. Sejam culpados ou inocentes. A política é assim.
vá vendo as notícias aqui.
Algo me diz que vêm tempos conturbados para a gestão da cidade.
E existem outras pessoas com a mesma opinião.
http://bichos-carpinteiros.blogspot.com/2007/01/vai-ser-difcil.html
http://www.lisboalisboa.blogspot.com/
Além disso o PSD é refém das posições que tomou no passado e os vereadores arguidos devem ser "convidados" a resignar. Sejam culpados ou inocentes. A política é assim.
vá vendo as notícias aqui.
quarta-feira, janeiro 24, 2007
O que podemos fazer.
Existem situações em Portugal, que são paradigmáticas da forma como entendemos o ambiente e a forma de ocupação do território. Não existe dissociação entre estas duas perspectivas pelo que é cada vez mais consensual, desenhar um desenvolvimento da sociedade que seja sustentável ambientalmente.
Infelizmente a maioria das pessoas continua a percepcionar os problemas apenas e só quando eles batem à porta, lembrando-se da sustentabilidade quando precisa.
É o que se passa com a deposição de lixos e entulhos em caminhos rurais. Já diz o ditado longe da vista ...

Em Monsanto (sim ainda me lembro) resolveu-se o problema com: vigilância apertada, condicionamento de acessos a veículos motorizados, limpeza sistemática dos espaços. E resultou!
Infelizmente a maioria das pessoas continua a percepcionar os problemas apenas e só quando eles batem à porta, lembrando-se da sustentabilidade quando precisa.
É o que se passa com a deposição de lixos e entulhos em caminhos rurais. Já diz o ditado longe da vista ...

Em Monsanto (sim ainda me lembro) resolveu-se o problema com: vigilância apertada, condicionamento de acessos a veículos motorizados, limpeza sistemática dos espaços. E resultou!
Na minha zona, Mafra, Malveira e redondezas o panorama é, infelizmente, semelhante. Tenho andado a magicar sobre o que, em vez de continuar a incluir estas situações no rol das queixinhas tipicas do português, podemos fazer. É preciso agir.
O que podemos fazer é:
- Documentar fotograficamente as situações que observe;
- Georeferenciar os depósitos de lixo;
- Enviar relatório para os orgãos autárquicos competentes;
- Enviar para a GNR/SEPNA
- Enviar para o Min. Ambiente
- Enviar para a LPN e Quercus
- Publicar aqui no blog o relatório e as respectivas respostas
Caparica vs aquecimento global
Como de costume, neste belo país à beira mar plantado, só se dá por ela quando de repente (e vejam bem que este de repente tem mais de duas décadas) o mar, esse vilão desalmado que tanto nos dá como tira, o mar dizia eu, resolve destruir os sistemas dunares da Caparica levando no seu incessante vai e vem alguns haveres.
O litoral português está em retrocesso à décadas. São inúmeras as situações de praias desaparecidas e falésias e arribas em risco e, ainda por cima, bem identificadas e claramente estudadas - "Portugal é um dos países europeus com maiores problemas de erosão costeira, com taxas médias de recuo que variam entre os 0,02 e os nove metros nalgumas zonas do litoral, segundo o último Relatório do Estado do Ambiente (2004)".
Outra opinião http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=10798.
E no entanto é preciso que a situação se torne dramática , para que as pessoas acordem para a realidade, que não é mais do que não é possível continuar a entender o litoral e a sua ocupação como se se tratasse apenas de uma parcela de território disponível sem riscos de qualquer natureza. Até porque sai caro.
E uma coisa é gastar dinheiro na conservação de vilas piscatórias em arribas e praias da costa oeste, outra é gastar dinheiro na protecção de empreendimentos turisticos e outras construções recentes colocadas em locais absurdos.
Nós gostamos do mar, gostamos da costa e gostamos de usufruir com qualidade desta riqueza. Só falta aprender com os erros e deixar quem sabe decidir (a propósito gostava tanto de ler o POOC da zona - alguém sabe se previa construções nas dunas ...).
O litoral português está em retrocesso à décadas. São inúmeras as situações de praias desaparecidas e falésias e arribas em risco e, ainda por cima, bem identificadas e claramente estudadas - "Portugal é um dos países europeus com maiores problemas de erosão costeira, com taxas médias de recuo que variam entre os 0,02 e os nove metros nalgumas zonas do litoral, segundo o último Relatório do Estado do Ambiente (2004)".
Outra opinião http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=10798.
E no entanto é preciso que a situação se torne dramática , para que as pessoas acordem para a realidade, que não é mais do que não é possível continuar a entender o litoral e a sua ocupação como se se tratasse apenas de uma parcela de território disponível sem riscos de qualquer natureza. Até porque sai caro.
E uma coisa é gastar dinheiro na conservação de vilas piscatórias em arribas e praias da costa oeste, outra é gastar dinheiro na protecção de empreendimentos turisticos e outras construções recentes colocadas em locais absurdos.
Nós gostamos do mar, gostamos da costa e gostamos de usufruir com qualidade desta riqueza. Só falta aprender com os erros e deixar quem sabe decidir (a propósito gostava tanto de ler o POOC da zona - alguém sabe se previa construções nas dunas ...).
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