segunda-feira, julho 16, 2012

Palopes ... o de carne e osso encontra o de pedra dura

Finally ... a tão esperada estreia no Algar Palopes. Desci integrado na equipa da AESDA (Meira, Nuno e Fátima) que tinha como objectivo rever e reequipar os dois primeiros poços. Não ajudei muito nessa tarefa, mas tive a oportunidade de perceber a real dimensão do achado e de ficar de olho arregalado. Está ali muito trabalho.
O Palopes, como já é do conhecimento geral é a cavidade conhecida mais profunda em Portugal, encontrando-se em exploração por parte da AESDA que procede a trabalhos de exploração, cartografia e estudo das suas características geomorfológicas.
Apesar de contar pouco para o que realmente é importante desta vez saí com um brilhozinho nos olhos.Obrigado Meira!

Na final do P2 a aproximadamente -60m
Na subida do P2. A expressão diz tudo ... tou velho para estas coisas mas muito satisfeito por ainda as ir conseguindo fazer .
ps. o fiozinho que se vê à direita é o cabo da linha telefónica para comunicação entre a superfície e fundo do algar.




Este blog é pessoal e não reflecte as posições e opiniões oficiais da AESDA, pelo que qualquer assunto relacionado com a exploração do Algar, deve ser efectuada junto dos orgãos directivos da AESDA.








terça-feira, julho 03, 2012

Almonda

O Almonda velho arriscava-se a ser a minha Némesis. Já não é. Numa visita fantástica, pude apreciar 1/4 (mais ou menos) desta preciosidade. Alarguei os horizontes ... e apertei-me bem apertado no Psiquiatra e no buraco da Formiga

No buraco da formiga...

sexta-feira, junho 15, 2012

O verdadeiro Algar Azul

A propósito do nome atribuído ao Algar Azul, cuja desobstrução está em curso pelo GPS - Sicó e na qual participei durante a Festa da Espeleo, dei com este artigo, recente, do Espeleobloc  em que a verdadeira sala azul aparece aos 200m de profundidade. 
Nunca vi tal coisa (o que é normal diga-se) as formações são lindas devido à presença de hidrocarbonato de cobre  (malaquite e azurite), que ""tinge" as formações da sala com cores magníficas. Vale a pena ler todo o artigo, aliás vale a pena acompanhar todo o blog que é de uma riqueza impressionante.
Ainda em relação a esta sala, é certo que a profundidade exige muita experiência, mas também é certo que toda a informação necessária para desfrutar desta maravilha está ali disponível. Não se podia aprender com eles?

Foto retirada de Espeleobloc. La sala blava de la torca de Juanin. 14 de Junho 2012

quarta-feira, junho 13, 2012

Maços, martelos e baldes só nos faltou a branca de neve e ... os diamantes.

Humberto do GPS a explicar porque é azul ;)
Festa da Espeleo, Dia 1 de 4

Depois do soprador, depois de secarmos um bocado o fato ao sol, decidimos acompanhar outro grupo que iria realizar uma sessão de desobstrução no Algar Azul. Devo confessar que o nome engana um bocado e embora o Hugo Neves do GPS me tenha explicado o porquê ... fiquei a pensar que é mais para o ocre e barrento que azul.
Mas o facto é que (como percebi mais tarde) estas desobstruções têm sido de grande importância na exploração do sistema. Este algar, ainda pouco profundo, promete muito e percebe-se bem o investimento ali efectuado.

Lá em baixo trabalha-se com ganas.
Que me perdoem todos aqueles com os quais já andei a esburacar o chão mas, esta foi a desobstrução mais profissional em que me vi envolvido nesta minha curta carreira na espeleo. Tendas, martelos pneumáticos, um gerador e muita quinquilharia para cavar e sobretudo muito entulho no exterior mostravam claramente a intenção do GPS. Quando cheguei, já o Timóteo do CEAE-LPN e o Costinha estavam no fundo a preparar a desobstrução, uma vez que os trabalhos tinham parado num bloco que entupia uma pequena diaclase. Nada que o martelo pneumático não resolvesse. O resultado de todo este esforço foi de mais cinco metros em direcção ao fundo (atingidos num segundo dia em que já não participei).



Nada de diamantes!