Que me dizem? Existem decerto imensos espaços a explorar, buracos para espreitar, blocos para trepar ... Mas estas explorações espaciais já não são o que eram. Agora olhamos para estas fotos com alguma indiferença, mas são merecedoras da nossa admiração, sobretudo quando percebemos todo o planeamento e o trabalho necessário para as obter.
Não são a cores (ainda), existe alguma indefinição nos detalhes (ainda), etc ...mas aquelas montanhas ao longe deixam qualquer um com a vontade de ir até lá.
Uma missão da NASA, mais uma, a acompanhar com todo o interesse.
quinta-feira, agosto 09, 2012
quinta-feira, agosto 02, 2012
Estreia em Agosto na WWW
Visto assim, desta forma empolgante, se eu ainda não o fizesse ...
uma bela edição do Vitor Toucinho.
uma bela edição do Vitor Toucinho.
quarta-feira, agosto 01, 2012
O que é a espeleologia
... uma visão pessoal,
Esta, que podia ser uma pergunta com resposta simples, encontra demasiadas variações de modo que, por vezes, é possível assistir a discussões acesas sobre o que é exactamente a espeleologia.
Numa coisa todos concordamos. Espeleologia, etimologicamente, resulta da utilização de dois vocábulos gregos, spelaion (caverna, gruta) e logos (estudo), pelo que podemos afirmar com toda a clareza que Espeleologia é o estudo das cavernas, grutas, algares e outras ambientes subterrâneos.
Tudo se torna mais complexo quando aprofundamos a realidade espeleológica e, rapidamente, percebemos que existem ramificações em praticamente todas as áreas de actividade humana: Geologia, Biologia, Arqueologia, Antropologia, Turismo, Desporto, Economia, Fotografia, Cartografia, Topografia, etc...
Numa perspectiva simplista podemos dividir a Espeleologia em duas vertentes: a científica, na qual cientistas (espeleólogos ou não) estudam, analisam e constroem modelos, explicações e hipóteses para questões que explicam o mundo em que vivemos e; a lúdica, em que pessoas "normais" (espeleólogos ou não) desfrutam do prazer de visitar ambientes subterrâneos que colocam desafios pessoais muitas vezes de grande intensidade.
Entre estas duas visões, científica e lúdica, conseguimos enquadrar quase toda a actividade espeleológica Tentamos contribuir para o aprofundar do conhecimento do património espeleológico português, mas tentamos também, dar a conhecer ao maior número possível de pessoas as especificidades destes ambientes, desmistificando medos e sobretudo aumentando o reconhecimento que vise a sua conservação.
A unir ambas as visões existem uma série de requisitos técnicos, que dependem de um processo de aprendizagem longo e que asseguram a exploração destes ambientes subterrâneos em segurança e com fiabilidade. De facto, a actividade espeleológica quer seja realizada numa perspectiva científica quer na perspectiva lúdica, implica riscos elevados, é exigente fisicamente, depende da aplicação de inúmeros procedimentos e pode dar origem a acidentes e incidentes de gravidade não devendo em nenhuma circunstância ser entendida como uma actividade banal de dificuldade reduzida e disponível para todos em todas as circunstâncias.
Os ambientes subterrâneos são demasiado diversificados e de enorme complexidade, em extensão, profundidade, localização, que a sua exploração (mais uma vez científica e/ou lúdica) deve ser abordada com um conhecimento elevado dos limites individuais de cada um e sobretudo de quem nos acompanha, por forma a transformar uma actividade potencialmente arriscada numa actividade com riscos minimizáveis pela prática de bons procedimentos.
A vida pode ser dura, muito dura lá em baixo. Frio, água, lama, escuridão, espaços apertados, arestas aguçadas, poços profundos, equipamento pesado, mas o prazer de explorar está-nos enraizado e a alegria de incluir grupos de "malucos" imbuídos de um espírito de aventura e partilha dessa dureza faz-nos ultrapassar muitos limites.
Também publicado aqui.
segunda-feira, julho 16, 2012
Palopes ... o de carne e osso encontra o de pedra dura
Finally ... a tão esperada estreia no Algar Palopes. Desci integrado na equipa da AESDA (Meira, Nuno e Fátima) que tinha como objectivo rever e reequipar os dois primeiros poços. Não ajudei muito nessa tarefa, mas tive a oportunidade de perceber a real dimensão do achado e de ficar de olho arregalado. Está ali muito trabalho.
O Palopes, como já é do conhecimento geral é a cavidade conhecida mais profunda em Portugal, encontrando-se em exploração por parte da AESDA que procede a trabalhos de exploração, cartografia e estudo das suas características geomorfológicas.
Apesar de contar pouco para o que realmente é importante desta vez saí com um brilhozinho nos olhos.Obrigado Meira!
Este blog é pessoal e não reflecte as posições e opiniões oficiais da AESDA, pelo que qualquer assunto relacionado com a exploração do Algar, deve ser efectuada junto dos orgãos directivos da AESDA.
O Palopes, como já é do conhecimento geral é a cavidade conhecida mais profunda em Portugal, encontrando-se em exploração por parte da AESDA que procede a trabalhos de exploração, cartografia e estudo das suas características geomorfológicas.
Apesar de contar pouco para o que realmente é importante desta vez saí com um brilhozinho nos olhos.Obrigado Meira!
| Na final do P2 a aproximadamente -60m |
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