quarta-feira, agosto 22, 2012

Vejam e oiçam .... !

para começar, imagens actuais com locução de Sir David Atenborough ...



e depois "a" versão, interpretada pelo grande Louis Armstrong.



Inspirador.

segunda-feira, agosto 20, 2012

Aranhas ... essas malandras

Um dos prazeres de entrar numa gruta é observar a vida aí existente, numa perspectiva lúdica e apenas pelo prazer de observar e registar. Daí as minhas tentativas de criar uma listagem com um registo fotográfico do que observo (sobretudo o que consigo identificar). Tento também acompanhar, de uma forma simples, o que se publica relativamente a esta área da biologia - a bioespeleologia. Podem ler no site do NEUA uma pequena introdução a este ramo do conhecimento.
Entre a bicharada (perdoem-me a simplicidade do termo) que observo com mais frequência estão as aranhas. Normalmente parecem-me todas iguais, mas sei que a diversidade é grande e pode oferecer-nos muitas surpresas interessantes.
De facto, segundo Cardoso, P. (2012), neste artigo publicado no IJS e que podem obter aqui, existem 49 espécies de aranhas troglobiontes na Península Ibérica, das quais 37 são endémicas.

Hmmm espeleólogo será bom?
As aranhas ocupam nos ecossistemas praticamente todos os habitats, sendo predadoras activas com inúmeras estratégias de caça e se estivermos com atenção podemos observá-las muito antes de entrarmos nos algares. Mas as espécies que observamos nas grutas e nos algares são, fruto das especificidades do ambiente cavernícola, muito especiais.

Para os mais distraídos, convém referir que as aranhas não são insectos. Formam uma classe de artropodes muito diversa, que inclui, para além das aranhas, os escorpiões, os ácaros e os pseudoescorpiões (para citar os grupos mais conhecidos).
Praticamente todos conhecemos a Meta bourneti [Araneae, Tetragnathidae] a, aparentemente, espécie de aranha mais comum nas grutas (pelo menos é a que eu observo com mais frequência) e cuja irmã Meta menardii foi precisamente nomeada a aranha do ano 2012.

Deixo aqui uma foto de um exemplar fotografado no Algar das Gralhas do Vale da Pena em Julho deste ano.







Meta bourneti (-6m - zona sem luz)
E se alguém me conseguir identificar a que se segue agradecia. Foi observada na descida do Algar do Vale da Pena, a 8m da superfície.
 
Espécie não identificada. Algar do Vale da Pena (-8m, zona iluminada)

sexta-feira, agosto 17, 2012

As grutas do Planalto de Sto. António

O NALGA, criou uma página específica para a divulgação de grutas e algares do Planalto de Santo António. A primeira adição é a topografia do Algar do Cheira.

"Cheirem" o trabalho aqui.


quarta-feira, agosto 15, 2012

Alenquer é assim ? Na ... só para doidos


Terça-feira, fim de tarde. Depois de um dia de trabalho nada melhor que uma aventura em ... Alenquer.
"No way" ... Alenquer? Não pode ser.

Mas pode. Destino - Lapa dos Morcegos.
Esta pequena gruta, numa pequena encosta, encaixada num vale torrencial e ao lado de umas captações de água da EPAL tem andado a ser seguida por um grupo de espeleólogos que estão a tentar tirar o máximo deste buraco.

O croqui tem vindo a crescer, com informação de cada vez que se visita a gruta e as crescentes insistências do Telmo para passar um sifão bem estreito tiveram finalmente sucesso.
A água baixou bastante e de facto o sifão é ultrapassável (podem-me ver no video - não editado - a sair do sifão) dando para uma sala estreita, alta e inclinada.


Enquanto topografavamos esta sala, cuja continuidade nos parecia ser apenas para baixo numa galeria inundada de belas dimensões (mesmo à medida de um mergulhozinho, embora a passagem de equipamento de mergulho naquele sifão não seja pêra doce), o Telmo (que está mesmo com vontade de chegar às muralhas do castelo) viu uma pequena passagem. Meti-me nela ultrapassando o Nuno por cima (atropelei-o) e fui por ali fora numa galeria talhada pela água, cheia de arestas e fácies aguçados.

No topo de uma pequena rampa, a surpresa -  uma corda de sisal,  amarrada numa formação servia de ajuda para a descida da rampa e continuava num pequeno meandro, a que o Nuno ainda tirou as medidas, mas que dado o adiantado da hora não tentamos explorar.

Ficam as perguntas. Quem anda aqui? Quando cá estiveram? Foram mais longe?

Para os mais interessados deixo o link para o site do Sistema Nacional de Monitorização de Recursos Hidricos, que possui informação muito útil para a compreensão desta e de outras regiões cársicas do país. Para os mais preguiçosos deixo também o link para a ficha 026 Sistema Aquífero Ota - Alenquer, uma publicação de 2000 do Instituto da Água.

Participaram nesta actividade: Célia, Pedro, Telmo, Nuno e eu.