Mais um dia de actividade intensa na Gruta das Pulgas, para se desobstruir a passagem descoberta à quinze dias e que deverá permitir a união das três cavidades: Gruta da Água, Gruta das Pulgas, Fenda da Columbeira.
Vista da Lapa da Columbeira, trisnada pelo sol da manhã. A Lapa do Suão fica um pouco mais acima á direita.
Espólio. Estes materiais começaram a aparecer ao fim de algumas horas de trabalho. O pedaço grande de plástico vermelho, acabamos por perceber tratar-se dos restos de um capacete de motorizada que se encontra na fenda.
| O Nuno a apreciar a depressão na base da Fenda da Columbeira. |

Esta é a minha interpretação do ponto de situação. Como se verificou, pela topografia realizada, a diferença entre a abertura na Gruta das Pulgas e a base da Fenda da Columbeira é de "apenas" cinco metros.
A ligação entre as duas cavidades está bem confirmada, mas o cenário actual é talvez o pior de todos. De facto as pedras que caem já são da base da fenda, que apresenta uma depressão de mais de um metro, isto é estamos provavelmente na presença não de uma chaminé e/ou de uma galeria que possa ser percorrida já, mas sim na presença do prolongamento em profundidade da fenda. Este prolongamento está, aparentemente, preenchido na sua totalidade por um depósito de calhaus e terra que formam a base da Fenda Columbeira como a conhecíamos.
O volume de inertes a remover ficou agora num patamar elevadíssimo que desanima qualquer um. Por outro lado não os retirar é deixar de perceber até onde vai a Fenda e perder a oportunidade de perceber melhor a génese destas três cavidades.



