segunda-feira, novembro 05, 2012

Palopes VI - Topografia

Esta é uma das coisa mais interessantes na exploração de uma cavidade. Pelo menos para mim.
Este sexto video do Bafo da Barata, perdão, da AESDA mostra o algum do trabalho envolvido.

A principal questão é ... onde está o ponto. Qual ponto? O ponto.


sábado, outubro 20, 2012

Palopes V - O fuuuuuuunnnnnnnndddddddoooooo

Está aqui muito trabalho, muita adrenalina e muita classe. Não é todos os dias que se leva um Sr. Presidente ao fundo.

Mais uma edição da série dedicada à exploração do Palopes.



segunda-feira, outubro 15, 2012

Na Columbeira

Mais um dia de actividade intensa na Gruta das Pulgas, para se desobstruir a passagem descoberta à quinze dias e que deverá permitir a união das três cavidades: Gruta da Água, Gruta das Pulgas, Fenda da Columbeira.

Vista para o lado Este do bordo do planalto das Cezaredas no Vale Roto. No topo é o Picoto.













Entrada da Gruta da água. Acesso muito fácil, praticamente ao nível da Estrada Nacional.









Vista da Lapa da Columbeira, trisnada pelo sol da manhã. A Lapa do Suão fica um pouco mais acima á direita.














A entrada da Gruta das Pulgas.











A zona em desobstrução. Por vezes cria-se uma abóboda de mais de um metro de altura para lá da abertura, mas a quantidade de pedras impede a entrada em segurança. O trabalho tem consistido em fazer ruir as pedras e retirá-las pela abertura. 


Espólio. Estes materiais começaram a aparecer ao fim de algumas horas de trabalho. O pedaço grande  de plástico vermelho, acabamos por perceber tratar-se dos restos de um capacete de motorizada que se encontra na fenda.










O Nuno a apreciar a depressão na base da Fenda da Columbeira.

















Esta é a minha interpretação do ponto de situação. Como se verificou, pela topografia realizada, a diferença entre a abertura na Gruta das Pulgas e a base da Fenda da Columbeira é de "apenas" cinco metros. 
A ligação entre as duas cavidades está bem confirmada, mas o cenário actual é talvez o pior de todos. De facto as pedras que caem já são da base da fenda, que apresenta uma depressão de mais de um metro, isto é estamos provavelmente na presença não de uma chaminé e/ou de uma galeria que possa ser percorrida já, mas sim na presença do prolongamento em profundidade da fenda. Este prolongamento está, aparentemente,  preenchido na sua totalidade por um depósito de calhaus e terra que formam a base da Fenda Columbeira como a conhecíamos.
O volume de inertes a remover ficou agora num patamar elevadíssimo que desanima qualquer um. Por outro lado não os retirar é deixar de perceber até onde vai a Fenda e perder a oportunidade de perceber melhor a génese destas três cavidades.