quarta-feira, outubro 18, 2006

Ai Lisboa ...

Vivo no campo, trabalho em Lisboa. Aliás para ser correcto vivo e trabalho no campo, embora se tratem de campos diferentes.
Entre um e outro obrigo-me a usar uma autoestrada, duas circulares, várias avenidas e dezenas de semáforos e nunca como agora me foi tão penosa esta viagem.
O campo que conheço como a palma da minha mão tem novos "donos", e estes não sabem (ou assim parece) o que fazer com tamanha jóia.
As notícias/boatos/rumores de reestruturação, desorganização, intrigas palacianas, conluios estratégicos, acertos temporários, ganhos e perdas de poder, jogos de influência, tornaram-se o dia a dia, infernizando-o.
Tudo o que se devia discutir era uma estratégia para melhorar a relação com os benefeciários do nosso trabalho, bem como a forma de a implementar, mas estas são as únicas coisas que não se discutem e que não se trabalham.
A não ser que o objectivo seja esse mesmo: produzir uma estratégia (?) escondendo-a de todos os que terão a responsabilidade de a implementar e que em determinada altura serão chamados a adoptá-la.
Como é possível pensar que se atingem objectivos desta forma, como é possível pensar que uma organização, seja ela qual for, pode construir-se sem desenvolver uma cultura de missão partilhada por todos - os que dirigem e os que são dirigidos.
Desculpem a franqueza, mas acho que não seguem o caminho correcto.

1 comentário:

wisher disse...

cÉREBROS PRECISAM-SE !

Quem devia delinear estratégias, objectivos, planos - enfim, gerir - entretém-se a andar constantemente atarantado com coisas pequenas e sem interesse para as tais supostas estratégias...
O que ocupa estes cérebros são grandes excitações quase sempre fundamentadas na imagem pessoal de alguém...
Precisamos, no mínimo, de novos cérebros - que saibam dar importância ao que é realmente importante.
E precisamos, urgentemente, que esses novos cérebros saibam ao menos o que quer dizer espírito de Serviço, já que, infelizmente, parece que já não se sabe o que é espírito de Missão.

E nós, os outros, cujos cérebros ameaçam fechar para balanço, será que podemos fazer alguma coisa ? Talvez rezar...?