Ou para quem se interessa pelo que eles representam em termos de conservação da Natureza e do ambiente espeleológico, o Espeleobloc publica hoje um artigo muito interessante sobre a fauna de quirópteros em Itália, incluindo um link para uma publicação, que inclui esta chave de identificação. Gostava de perceber se existe algo assim para os morcegos da nossa fauna, que nos ajudasse a identificá-los melhor.
Parece-me também útil relembrar que o Trogle Nº3 (Maio 2001) tem um artigo que contém a descrição das espécies portuguesas. Esta revista está disponível para download no site da AESDA. O Trogle é a publicação da Associação de Estudos Subterrâneos e Defesa do Ambiente, que apesar das vicissitudes vai sendo publicada de uma forma mais ou menos "regular" com os recursos disponíveis. Aos cinco números existentes deverá juntar-se um sexto muito brevemente.
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sexta-feira, novembro 16, 2012
segunda-feira, novembro 05, 2012
Palopes VI - Topografia
Esta é uma das coisa mais interessantes na exploração de uma cavidade. Pelo menos para mim.
Este sexto video do Bafo da Barata, perdão, da AESDA mostra o algum do trabalho envolvido.
A principal questão é ... onde está o ponto. Qual ponto? O ponto.
Este sexto video do Bafo da Barata, perdão, da AESDA mostra o algum do trabalho envolvido.
A principal questão é ... onde está o ponto. Qual ponto? O ponto.
sábado, outubro 20, 2012
Palopes V - O fuuuuuuunnnnnnnndddddddoooooo
Está aqui muito trabalho, muita adrenalina e muita classe. Não é todos os dias que se leva um Sr. Presidente ao fundo.
Mais uma edição da série dedicada à exploração do Palopes.
Mais uma edição da série dedicada à exploração do Palopes.
sexta-feira, outubro 12, 2012
Palopes - IV - A desilusão
Continua a saga do Palopes, videos produzidos pelo Bafa da Barata/AESDA com imagens obtidas durante as campanhas de exploração.
Depois do cabo, do telefone, do extase de chegar mais fundo ... chega a desilusão.
Faz parte ...
Depois do cabo, do telefone, do extase de chegar mais fundo ... chega a desilusão.
Faz parte ...
quinta-feira, outubro 04, 2012
Palopes - Ecos III - O telefone
E a saga continua ... desta vez a tecnologia chegou ao Palopes. Um luxo, que nos permitia comunicar com quem explorava as profundezas e sobretudo uma animação para quem ficava à superfície pois o trabalho lá em baixo durava .... muito.
O instalador de serviço foi o Meira e a coisa não é que ... funciona!
Este e outros videos da exploração do Palopes, bem como da actividade da AESDA podem ser vistos aqui.
O instalador de serviço foi o Meira e a coisa não é que ... funciona!
Este e outros videos da exploração do Palopes, bem como da actividade da AESDA podem ser vistos aqui.
sexta-feira, setembro 28, 2012
Palopes - Ecos II - A Febre do Explorador
Eis o segundo da série. Muito desejados e cheios de vernáculo espeleológico, estes videos prometem não deixar ninguém indiferente.
Não deixe de os ver no canal youtube da AESDA.
Não deixe de os ver no canal youtube da AESDA.
quarta-feira, setembro 12, 2012
Palopes, o algar, by Bafo da Barata productions
A malta da AESDA é assim ... divertida, multifacetada, experiente e muito animada. Não acreditam?
Este é um dos primeiros vídeos produzidos pelo Bafo da Barata que resultaram da exploração do Algar Palopes, intitulado "O Cabo já não vai mais", cuja topografia publicada em celebração dos 20 anos de actividade da Associação pode ser consultada aqui ou, se tiverem paciência para ler este post até ao fim, lá em baixo.
Este e outros vídeos podem ser vistos aqui (diz que é uma espécie de canal oficial da AESDA) e regista as peripécias na descida do Poço dos Sem Metros no dia 23/04/2011 pelo Bruno e pelo Cri.
Julgo saber que outros vídeos se seguem pelo que recomendo com prazer que os acompanhem ... é que as descrições prometem muita animação.
Julgo saber que outros vídeos se seguem pelo que recomendo com prazer que os acompanhem ... é que as descrições prometem muita animação.
Para que fique aqui o registo, eu só desci 60 e picos metros e acho fantástico o trabalho desenvolvido pela equipa mais experiente da AESDA que fez as primeiras equipagens e exploração do algar e que acabou de tornar realidade esta adição ao património espeleológico do Parque Natural da Serra de Aires e Candeeiros.
quarta-feira, agosto 22, 2012
Espeleo by André
Deixo-vos um link para o blog do André Santos, um dos elementos mais jovens da AESDA, que escreve sobre vários temas e, claro, sobre espeleo ...
segunda-feira, julho 16, 2012
Palopes ... o de carne e osso encontra o de pedra dura
Finally ... a tão esperada estreia no Algar Palopes. Desci integrado na equipa da AESDA (Meira, Nuno e Fátima) que tinha como objectivo rever e reequipar os dois primeiros poços. Não ajudei muito nessa tarefa, mas tive a oportunidade de perceber a real dimensão do achado e de ficar de olho arregalado. Está ali muito trabalho.
O Palopes, como já é do conhecimento geral é a cavidade conhecida mais profunda em Portugal, encontrando-se em exploração por parte da AESDA que procede a trabalhos de exploração, cartografia e estudo das suas características geomorfológicas.
Apesar de contar pouco para o que realmente é importante desta vez saí com um brilhozinho nos olhos.Obrigado Meira!
Este blog é pessoal e não reflecte as posições e opiniões oficiais da AESDA, pelo que qualquer assunto relacionado com a exploração do Algar, deve ser efectuada junto dos orgãos directivos da AESDA.
O Palopes, como já é do conhecimento geral é a cavidade conhecida mais profunda em Portugal, encontrando-se em exploração por parte da AESDA que procede a trabalhos de exploração, cartografia e estudo das suas características geomorfológicas.
Apesar de contar pouco para o que realmente é importante desta vez saí com um brilhozinho nos olhos.Obrigado Meira!
| Na final do P2 a aproximadamente -60m |
Este blog é pessoal e não reflecte as posições e opiniões oficiais da AESDA, pelo que qualquer assunto relacionado com a exploração do Algar, deve ser efectuada junto dos orgãos directivos da AESDA.
terça-feira, outubro 18, 2011
Ibn Ammar
"A Leitura
Minha pupila liberta
Quem da página é cativo:
O branco, da margem certa
E da palavra, o negro vivo."
Ibn ' Ammar al-Andalusi, poeta árabe de origem Algarvia (S. Brás de Alportel, Estômbar ou Silves de acordo com as várias fontes - aqui, aqui ou ainda aqui por exemplo) viveu aventurosamente no Gharb Al-Andalus cerca de um século antes que se falasse de Portugal.
Como é que o seu nome aparece ligado a esta gruta não sei. Talvez a proximidade de Estômbar (uma das referências como local de nascimento) seja a razão. Se estiverem interessados este documento da Arkeotavira, apesar de não referir a gruta faz um belo retrato da época.
Seja como for, Ibn Ammar é o nome de uma gruta, fantástica, localizada na margem direita do estuário do Rio Arade, onde o rio expôs uma falésia de calcários do Jurássico, a que a AESDA tem dedicado alguns anos de trabalho com vista à realização e publicação de uma cartografia detalhada (a publicar no Trogle).
A primeira grande surpresa desta gruta é a sua localização. A proximidade do estuário, a influência da das marés e a entrada a uma cota baixa, deixa antever a presença de água. Mas nada nos prepara para a sala que encontramos depois de percorrermos alguns metros numa galeria tubular.
A sala do lago é uma catedral! Eu sei que com o tempo hei-de ter a oportunidade de ver coisas ainda mais imponentes, mas, para já, esta sala encheu-me as medidas. Andar naquele lago sem receio de afundar na lama do fundo, confiando que não existem poços e ou depressões é um exercício de confiança que ombreia com todos os que os cursos de interacção entre pessoas possa inventar. Daí o facto de em algumas ocasiões fugirmos para as paredes laterais da sala. Só para não afundar muito.
Mas o ambiente é fantástico, pois a sala tem umas dimensões bem razoáveis, com espeleotemas abundantes, em que o som do marulhar da água ecoa com suavidade. Já o mesmo não se pode dizer das conversas e gritos do pessoal, 14 espeleólogos, muitos estreantes em Ibn Ammar e todos superdivertidos pela experiência. Não há nada como uma piscina natural para que se liberte a nossa aptidão natural para nos tornarmos crianças.
Foi uma boa demonstração da capacidade mobilizadora da AESDA.
Para além da topografia, fez-se também uma tentativa de desobstrução que apesar de não ter dado resultados imediatos, serviu-me para ampliar a experiência em gruta. O trabalho lá em baixo é de facto cansativo. Muito cansativo. Mas é uma boa maneira de mandar fora as energias acumuladas.
Podem ver outras fotos da gruta de Ibn Ammar aqui (portfolio de fotografia do Rui Mergulho, um dos elementos da AESDA).
Minha pupila liberta
Quem da página é cativo:
O branco, da margem certa
E da palavra, o negro vivo."
Ibn ' Ammar al-Andalusi, poeta árabe de origem Algarvia (S. Brás de Alportel, Estômbar ou Silves de acordo com as várias fontes - aqui, aqui ou ainda aqui por exemplo) viveu aventurosamente no Gharb Al-Andalus cerca de um século antes que se falasse de Portugal.
Como é que o seu nome aparece ligado a esta gruta não sei. Talvez a proximidade de Estômbar (uma das referências como local de nascimento) seja a razão. Se estiverem interessados este documento da Arkeotavira, apesar de não referir a gruta faz um belo retrato da época.
Seja como for, Ibn Ammar é o nome de uma gruta, fantástica, localizada na margem direita do estuário do Rio Arade, onde o rio expôs uma falésia de calcários do Jurássico, a que a AESDA tem dedicado alguns anos de trabalho com vista à realização e publicação de uma cartografia detalhada (a publicar no Trogle).
A primeira grande surpresa desta gruta é a sua localização. A proximidade do estuário, a influência da das marés e a entrada a uma cota baixa, deixa antever a presença de água. Mas nada nos prepara para a sala que encontramos depois de percorrermos alguns metros numa galeria tubular.
Mas o ambiente é fantástico, pois a sala tem umas dimensões bem razoáveis, com espeleotemas abundantes, em que o som do marulhar da água ecoa com suavidade. Já o mesmo não se pode dizer das conversas e gritos do pessoal, 14 espeleólogos, muitos estreantes em Ibn Ammar e todos superdivertidos pela experiência. Não há nada como uma piscina natural para que se liberte a nossa aptidão natural para nos tornarmos crianças.
Foi uma boa demonstração da capacidade mobilizadora da AESDA.
| Estalagtites até à água... |
| Ou água até ao tecto? |
| Preparados para a desobstrução |
Podem ver outras fotos da gruta de Ibn Ammar aqui (portfolio de fotografia do Rui Mergulho, um dos elementos da AESDA).
quinta-feira, julho 21, 2011
Algar do Zé de Braga
Visita - 16 Julho 2011
Folha 318 IGE ed. 2004 - Mira de Aire (Porto de Mós)
Coordenada - 29SND244708, Pias Largas
Corda - 30m; spits de 8mm e pernes de 10mm permitem uma boa diversidade de amarrações para uma descida segura.
A entrada está protegida, por um maciço arbustivo de Aroeiras e Zambujeiros e por uma grade que é preciso saber vencer. A descida, de 17m, directa, dá-nos acesso a uma primeira sala, entulhada, com um cone de detritos, pedras, cascalho, muito material vegetal e, para além das nossas amigas Salamandras-de-pintas-amarelas (Salamandra salamandra), desta vez tivemos a companhia de uma pequena Cobra- de-escada (Elaphe scalaris) e de uma Cobra-rateira (Malpolon monspessulanus). A primeira, nitidamente afectada pela temperatura da cavidade apresentava uma mobilidade reduzida e conseguimos transportá-la para o exterior no final da subida. A Cobra-rateira, essa, depois de nos atirar com uns silvos, mostrou que apesar do local menos propício às suas actividades regulares, não estava ainda pronta para ser resgatada (típico de um dos ofídeos mais agressivos da nossa herpetofauna). Como pudemos ver, também pelos restos mortais de uma outra cobra (não identificada) este algar funciona "bem" como armadilha para répteis, já que estes são "visitantes" inesperados do mesmo. Foi também observado um Sapo-comum (Bufo bufo).
Munidos do croqui da cavidade, avançamos em direcção à sala grande, sala das excêntricas e sala das argilas e eu tive o meu primeiro "ooohhhhh", quando venci uma crista de lajes (caídas do tecto) muito concrecionadas e tive um vislumbre da dimensão da sala. Sempre são quase 60m de comprido com 10 de altura. Uma catedral portanto, com inúmeros detalhes para ver e explorar.
A sala das excêntricas é um mimo. Centenas de pequenas excêntricas, alvas, que crescem em todas as direcções e que permitem algumas observações muito interessantes.
Na Sala das Argilas fotografei uns espeleotemas que desconhecia. Parecem umas bolhas de calcite (?), muito frágeis e que encontrei numa das paredes de acesso à sala. Talvez pelas fotos alguém me possa esclarecer o que são exactamente.
Folha 318 IGE ed. 2004 - Mira de Aire (Porto de Mós)
Coordenada - 29SND244708, Pias Largas
Corda - 30m; spits de 8mm e pernes de 10mm permitem uma boa diversidade de amarrações para uma descida segura.
| Aspecto da entrada do algar |
A AESDA realizou mais uma saída de campo com o objectivo de avançar um pouco na exploração do Algar do Palopes. Eu e o Nuno, que não participávamos directamente nessa actividade, decidimos continuar as nossas aventuras no planalto e fomos visitar o Algar do Zé de Braga, uma cavidade cársica que se encontra também no planalto da Serra de S. António, a Norte da povoação de Monsanto na zona do Vale do Pombo/Pias Largas.
A sua exploração foi uma grande surpresa. Pela descida vertical, um P17, fácil de aparelhar e de descer, pelo seu desenvolvimento horizontal, com salas de grandes dimensões, uma enorme diversidade de espeleotemas e pela presença inesperada de duas espécies de répteis na base da descida.
| Cobra-de-escada |
| Face interior do açude do gour referido no texto |
O que mais me impressionou foi um "gour", situado no lado esquerdo da sala, no seu ponto mais baixo. Não tinha água (não consegui perceber se definitivamente ou se encherá mais tarde), mas é o maior que já vi e deu para fotografar umas belas formações de cristais de calcite.
A sala das excêntricas é um mimo. Centenas de pequenas excêntricas, alvas, que crescem em todas as direcções e que permitem algumas observações muito interessantes.
| Bolhas de calcite (?) |
A exploração da cavidade é muito simples. Depois da descida do poço do algar não é necessário continuar a usar cordas e podemos libertar-nos do peso do equipamento colocado à cintura. Não existem ramificações, passagens apertadas e grandes problemas de orientação já que podemos seguir facilmente o croqui, existindo inúmeros aspectos geológicos que podem ser observados. Para um iniciado na espeleologia como eu, esta foi uma das cavidades mais interessantes que já visitei. Existe pois muito espaço e tempo para explorar e fotografar e áreas muito confortáveis para descansar se for necessário.
Mesmo assim estamos sempre a aprender e uma má avaliação do desenho impediu-nos de visitar a ultima sala. Por sinal a que exigia a transposição de uma passagem bem estreita, localizada num local onde parecia não existir nada. Como começo a perceber, nestes ambientes, por vezes devemos esperar encontrar passagens em zonas improváveis e não deixar tudo, mas tudo, sem uma espreitadela com olhos de ver. Quer isto dizer que teremos de lá voltar. Chatices.

| Tubulares |
| Pormenor do tecto da "Sala das Excêntricas" |
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