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quarta-feira, outubro 10, 2007

Incursão na Serra da Estrela

Espaço, muito espaço. É esta a sensação que tenho sempre que visito a Serra da Estrela.
Para além da beleza esmagadora das pedras polidas pelo gelo, que caoticamente se espalham por todas as vertentes, existe uma calma que se sente entranhar.
Não vou falar dos problemas. Risco de excessos no aproveitamento turistico, despovoamento florestal devido aos incêndios, expansão de espécies exóticas... prefiro realçar a cada vez maior afinidade das pessoas com os espaços naturais. É bom que as pessoas os reconheçam como um valor (mesmo que tenham apenas um interesse económico) e usufruam desse valor.
Saimos todos mais ricos. Uns por encontrarem aí o seu modo de vida, outros por recarregarem aí baterias para enfrentarem o stress acumulado.
Ficam aqui algumas fotos legendadas, apenas para deliciar os apetites.

A caminho da Lagoa da Paixão dei com este "sapal"

O Cântaro Magro. Objectivo - chegar ao topo; O que é preciso - Malta com coragem - ficam convidados


O Vale Glaciar abaixo do Covão da Ametade

Com estas bagas de Zimbro a aguardente da serra aqueçe até os mais friorentos, como eu. É claro que depois não subo ao Cântaro.

terça-feira, março 06, 2007

Marmitas de Gigante


Marmitas de Gigante by truta - GCVZ4H

Este sitio, que eu não conhecia na Serra da Arrábida, merece de facto uma visita cuidada. É que para além das marmitas de gigante na Ribeira do Risco, a flora rupícola e fissurícola é de grande interesse (arrisco-me a dizer o mesmo de qualquer outro local da Arrábida).
A aproximação não é dificil, mas para quem não gostar de vegetação mediterrânica, torna-se duro. É, sobretudo, importante esperar uns arranhões e uns picos a toda a altura do corpo.
Nós fizemos a aproximação por juzante, encontrando o local onde a ribeira cruza uma pista florestal. Fácil, mas será necessário estar depois muito atento às condições do terreno, especialmente no Inverno, devido à humidade e ás pedras soltas.

As marmitas, são de facto gigantescas, as maiores que já vi. É engraçado olhar para o ribeiro e imaginar as voltas (literalmente) que a Arrábida já deu, para deixar para trás estas marcas da força erosiva da água.

Na foto o Jorge, imagina-se a rebolar e a ajudar com a sua cabeça dura a erodir a rocha.

Ao lado um magnífico maciço de Hyacinthoides hispanica, nas fissuras do calcáreo numa das paredes das marmitas. Os únicos exemplares em flor desta espécie encontravam-se nestas fissuras, embora as margens da ribeira estejam atapetados de grandes maciços que suponho sejam também desta espécie. Mais uma semana e o espectáculo de subida pelo leito da ribeira será um espectáculo fabuloso.

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Granja dos Serrões

Para mim será sempre a Pedra Furada. A minha primeira saída de campo, no primeiro ano do curso de Biologia, guiado pelo Prof. Fernando Catarino, ficou-me gravada na memória de forma indelével. Esta e as outras que se seguiram.

Em mais nenhum lugar as pedras e as plantas se relacionam de forma tão "sensual".



Em todo o caso é uma pena o estado actual do sitio, com lixo e entulhos despejados nas duas entradas principais, que impedem um acesso seguro e confortável ao local. E este merece.


A região entre Pêro Pinheiro, Granja dos Serrões , Maceira, Pedra Furada e Negrais é uma zona de elevado valor patrimonial, geológico e ambiental, em que se podem observar formações rochosas muito curiosas, esculpidas pelo tempo e pela erosão causada pelos agentes atmosféricos (lapiás). É também importante pelo valor comercial das rochas ornamentais aí extraídas.
O campo de Lapiás da Granja dos Serrões é um geomonumento, classificado.

Aqui para além dos blocos de calcáreo do cretácico, com rudistas do Cenomaniano superior, podemos observar inúmeras espécies vegetais que ocupam todos os nichos disponíveis. As heras (Hedera helix ...) são únicas no abraço que exercem sobre os blocos.
Observe com atenção as espécies que ocupam as rochas, nas diferentes faces e exposições. Há uma surpresa em cada recanto. Nesta altura do ano, floresce a Hyacinthoides hispanica, no solo, em fissuras e depressões nos blocos. A flora rupícola, de pteridófitos e briófitos é riquissima.










Granja dos Serrões karren field [Sintra] - GCHJ8R

http://centro-geologia.fc.ul.pt/actividades/calcarios_cretacicos_de_negrais-pedra_furada.htm

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Outra vez Magoito

As arribas a Norte do Magoito são de uma beleza fantástica. O mar quando bate forte cria um manto de espuma, que deixa perceber bem a força e que usa para cortar a rocha.
Mais uma cache, num sitio ermo. Um excelente passeio.

Lá em baixo a espreitar o mar ... GCZHQP Há horas de sorte (3rd Edition) [Mag 8]

Enseada de Gerebele

Entre os motivos de interesse no passeio estão os zimbrais (Juniperus phoenicea) que ocupam os, outrora amanhados, campos delimitados por muros de pedra.

Existem também uma série de pequenas pedreiras, que deixam antever detalhes da estatigrafia da região. Que acham desta surpresa, um nível cheio de ostras e outros moluscos, cerca de 100m acima do nível do mar. Dá que pensar nas voltas que isto já deu.


Magoito

Caching é apenas mais uma forma de viver o campo. Todas as razões são boas para usufruir dos espaços livres, para ver e observar o que nos rodeia.

Agora que acrescentei um gps à "tralha" que transporto comigo, passo a seguir as caches como tesouros que são.

Eis aqui os registos de dois encontros.

Só mais um bocadinho ... de sobe e desce

GCZJAK Projecto VG - Vigia da Mata

É preciso confiar no GPS, se ele diz que não é ali. É porque é preciso procurar mais.

GCRJZR A Cache que já esteve num vulcão