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quarta-feira, agosto 22, 2012

Vejam e oiçam .... !

para começar, imagens actuais com locução de Sir David Atenborough ...



e depois "a" versão, interpretada pelo grande Louis Armstrong.



Inspirador.

sexta-feira, outubro 21, 2011

Antropoceno

Muitas vezes questionamos o nosso impacto no planeta. Discutimos, apaixonadamente, o que fazer e como o fazer de forma a deixar algo que sustente quem nos seguirá, mas seguindo a máxima que diz que uma imagem vale mil palavras, julgo que não é possível ficar insensível ao trabalho apresentado em Globaia: Creation of educational materials for a global citizenship. 

Um festim comunicacional de grande qualidade. Explorem!


sexta-feira, outubro 31, 2008

Imagens de outro mundo

O mundo natural (que redundância) é capaz de nos surpreender com imagens fantásticas. Não consigo quantificar a importância que fotógrafos de diversas nacionalidades tiveram nas minhas escolhas, mas consigo ficar abismado com a qualidade das fotografias, agora digitais, que nos enchem os olhos de espanto e admiração.
percorrer a galeria de imagens é um prazer visual. A inveja é muito feia, mas adorava ter tirado algumas destas fotos.

O primeiro prémio:






quinta-feira, outubro 30, 2008

Parece que vamos precisar de dois...

sendo assim, deixo aqui outro para gastarem à vontade

Vale a pena seguir o link, para o excelente suplemento do Publico sobre Ambiente - "Ecosfera" e/ou leiam o relatório fazendo download do site da WWF.

segunda-feira, setembro 24, 2007

Voltei ...

Depois de alguns meses sem escrever, resolvi voltar. A preguiça é terrivel e a motivação não tem sido muita, mas hoje li uma notícia que não me deixa ficar quieto, aliás deixa-me completamente inquieto e como não há fumo sem fogo.
É esta a minha motivação.
Trata-se do facto de o governo ter sido acusado no parlamento de autorizar o aumento do período de licenciamento e exploração das pedreiras da Secil no Parque Natural da Arrábida.
O governo nega, afirma que o que está em causa é um pedido de exploração em profundidade (só) e não o alargamento da área de exploração, que será objecto de um EincA e não de EIA (o primeiro não exige consulta pública - um pormenor de somenos importância). O governo através do Ministério do Ambiente (??) referiu ainda que o contrato de concessão, quantifica o volume de inertes extraído e não período de extração. Logo se be entendo a SECIL descobriu a brecha legal que lhe permite aumentar a exploração - se não posso crescer para os lados, cresço para baixo.
Entretanto a directora do PNA que deu parecer negativo a essa "expansão em profundidade" não foi demitida, simplesmente cessou funções e não foi reconduzida (tudo muito simples e sem qualquer relação causal entre as duas coisas - claro).
Entretanto a SECIl continua a apoiar (tem de se lhes dar esse crédito) a reflorestação das áreas desafectadas (e tem uns viveiros fantásticos que dão gosto ver) apoiando também o projecto de revegetação de pradarias marinhas (um projecto de facto magnifico , que pode ser visto com cuidado aqui).

Mas ... é preciso ter lata. A Arrábida ou é um património natural que merece todo o esforço nacional para a sua preservação e conservação , ou é uma área de extração de inertes. As duas coisas só são perifericamente compatíveis e dificilmente podem ser compatibilizadas. E existem muitos locais do parque em que as duas actividades se tornam perigosamente incompatíveis.
E é preciso notar que muitos impactes ambientais resultantes da extração de inertes permanecem quer se trate de um aumento de área de exploração quer se trate de um aumento em profundidade. Aliás seria interessante, perceber e quantificar a quantidade de partículas minerais associadas à exploração dos inertes, defenindo por exemplo um rácio : partículas/m3 extraído. Mas um estudo de incidências ambientais não permite a consulta pública!
Refira-se que estas partículas minerais são responsáveis por grande parte dos impactes ambientais já que se depositam na vegetação, são transportados para o oceano (destroem as pradarias marinhas ???) e causam problemas de saúde publica.

Podem ler nos seguintes links mais informação sobre estas notícias.
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1305564&idCanal=10
http://news.google.pt/news?hl=pt-PT&ned=pt-PT_pt&q=arr%C3%A1bida+secil&btnG=Pesquisar+not%C3%ADcias

quarta-feira, maio 23, 2007

Uma forma diferente de ver o mundo

O mundo, o planeta Terra, sofre alterações contínuas na sua forma, mas tão lentas que a nossa visão do mundo é, geograficamente falando, sempre a mesma.
Mas pode não ser assim. Em Worldmapper, podemos descobrir inúmeras distorções à forma básica, de acordo com os mais diversos indicadores. O site vale a pena pela informação existente, pela facilidade de acesso e sobretudo pela qualidade da discussão que a informação gráfica permite explorar.

Alguns exemplos:
Pegada Ecológica (ecological footprint): medida da área necessária para o suporte do estilo de vida de uma população.

O tamanho do território mostra a proporção da sua PE face à média mundial.




Espécies em risco (species at risk):
O mapa mostra a proporção de espécies animais e vegetais incluidas nas listas da IUCN, como estando em risco de extinção nos seus territórios. Veja o site da IUCN para ter uma visão mais detalhada do panorama global.



quinta-feira, abril 19, 2007

Um "Local Hero" para a OTA

Em 1983, era eu ainda um jovem estudante universitário de biologia, este filme marcou ainda mais os ideais conservacionistas (e utópicos) que vagueavam soltos por aquelas bandas.
Não esqueço as imagens finais , a beleza da costa escocesa e a vitória da natureza (o bem) contra a ganância do desenvolvimento económico (o mal), e sobretudo a música da banda sonora, de que "Going Home" de Mark Knopfler constitui um verdadeiro hino.


É certo que hoje, passados todos estes anos, não vejo as coisas de forma tão simples. Continuo sem conhecer as costas escocesas, e sei que o desenvolvimento (agora dito sustentável) é dificil de suster, mesmo que implique a destruição de vastas áreas e a degradação ambiental em larga escala.


Vem isto a propósito do que se prevê para a OTA.

Será que ninguém consegue dizer com clareza o que está em causa?
Será que são interesses imobiliários (siga o link para um exemplo do que nos espera) a conduzir a proposta?
Será que o aeroporto vai induzir "mais" desenvolvimento na zona?
Será um elefante branco?

Não há por aí um "Local Hero" para enviar à OTA e que coloque a discussão num plano racional e saudável, sem suspeitas, batOTAs e compromissos pessoais à mistura.


quarta-feira, abril 18, 2007

Imperdível

Quem perder a colecção, é porque anda muito distraído e não é preciso.
O Público edita uma colecção de nove volumes dedicados à Floresta Portuguesa, que inclui um guia de campo de árvores e arbustos.
Eu sei que isto é publicidade mas uma colecção como a apresentada aqui, tem de ser minha. Façam o mesmo.




terça-feira, março 06, 2007

Novo blog , nova aventura

Só queria dar a conhecer o meu novo blog, que servirá de registo ao um projecto, embrionário, de estudo experimental das ciências naturais no campo.
O primeiro projecto que está em curso, desenvolver-se-á entre o Colégio de Santo André na Venda do Pinheiro (Mafra) e o Parque Natural da Arrábida.
Agradecia comentários construtivos (sobretudo à participação dos alunos) e a adição de referências bibliográficas e links de interesse educativo para adicionar ao blog.
Se alguém quiser participar na saída de campo, que se realizará em Abril (após as férias da Páscoa), para apoiar os trabalhos de campo e ajudar a orientar um "bando" de 50 adolescentes a fervilhar de energia e alegria, é só dizer!!
O blog:
www.educaaventura.blogspot.com

segunda-feira, março 05, 2007

Arrábida, mais uma vez ...

e sempre. É de facto um lugar especial, cheio de encantos e inúmeros motivos de interesse.
Desta vez fiz um percurso pedestre na companhia de dois bons amigos, o Jorge e o Rui, que se entretêm aqui a discutir o ponto 36 (piadas de gajos).
Depois de vários kms de conversa, observação da natureza, fotos e muita animação, levamos com uma chuvada em cima que só visto. Nem as tortas em Azeitão me souberam bem.
Mas boa disposição existe sempre. A próxima fica marcada para um destes dias.


quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Granja dos Serrões

Para mim será sempre a Pedra Furada. A minha primeira saída de campo, no primeiro ano do curso de Biologia, guiado pelo Prof. Fernando Catarino, ficou-me gravada na memória de forma indelével. Esta e as outras que se seguiram.

Em mais nenhum lugar as pedras e as plantas se relacionam de forma tão "sensual".



Em todo o caso é uma pena o estado actual do sitio, com lixo e entulhos despejados nas duas entradas principais, que impedem um acesso seguro e confortável ao local. E este merece.


A região entre Pêro Pinheiro, Granja dos Serrões , Maceira, Pedra Furada e Negrais é uma zona de elevado valor patrimonial, geológico e ambiental, em que se podem observar formações rochosas muito curiosas, esculpidas pelo tempo e pela erosão causada pelos agentes atmosféricos (lapiás). É também importante pelo valor comercial das rochas ornamentais aí extraídas.
O campo de Lapiás da Granja dos Serrões é um geomonumento, classificado.

Aqui para além dos blocos de calcáreo do cretácico, com rudistas do Cenomaniano superior, podemos observar inúmeras espécies vegetais que ocupam todos os nichos disponíveis. As heras (Hedera helix ...) são únicas no abraço que exercem sobre os blocos.
Observe com atenção as espécies que ocupam as rochas, nas diferentes faces e exposições. Há uma surpresa em cada recanto. Nesta altura do ano, floresce a Hyacinthoides hispanica, no solo, em fissuras e depressões nos blocos. A flora rupícola, de pteridófitos e briófitos é riquissima.










Granja dos Serrões karren field [Sintra] - GCHJ8R

http://centro-geologia.fc.ul.pt/actividades/calcarios_cretacicos_de_negrais-pedra_furada.htm

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Al Gore

Depois de Madrid, Lisboa.
Como previsto teremos uma barrigada de preocupações e de tomada de posições da parte dos mais insuspeitos poderes deste país. Pelo menos, durante alguns dias, não se falará de outra coisa e esse é um aspecto positivo.
Não é de facto possível deixar de enfrentar a situação. É absolutamente necessário que as pessoas percebam que são parte do problema, que entendam como podem contribuir para reduzir o seu impacto (o jornal Expresso tem um mês inteirinho dedicado à causa, cheio de informações e dados da maior pertinência para a discussão e compreensão do problema - parabéns).
Mas é também de extraordinária importância, que os "policy makers" entendam que o problema é real e que a sua posição deve ser de grande responsabilidade.
Caso algum leia este post (coisa que duvido venha a acontecer) deixo aqui o link para o relatório do IPCC destinado, precisamente, aos "policy makers".

terça-feira, fevereiro 06, 2007

4 graus centígrados

É este o valor apontado no relatório do IPCC, como sendo o valor mais provável do aumento da temperatura global (que poderá em todo o caso, nas previsões mais pessimistas chegar aos 6C).

Consequências:

1. Diminuição de produção de alimentos. As secas no continente africano farão cair a produção agrícola entre 15 a 30%;

2. Inundações. O nível médio dos oceanos subirá 59cm. Países como o Bangladesh e o Vietname serão os mais afectados. As cidades costeiras ou em sistemas estuarinos serão seriamente afectadas.

3. Fusão do gelo. Metade das Tundras ficarão sob ameaça de desaparecimento. 80% dos glaciares alpinos desaparecerão na Europa.

4. Dispersão de doenças. Poderá ocorrer uma dispersão de doenças para áreas hoje não afectadas. Espera-se que mais 80 milhões de pessoas (apenas em África) fiquem expostas à malária.

5. Perda de biodiversidade: 20 a 50% das espécies terrestres ficarão ameaçadas de extinção.

6. Diminuição das reservas de água doce. Estima-se que em África e na Bacia mediterrânica, as reservas sejam reduzidas a metade.

7. Tempestades e furacões mais fortes. Estima-se que os ventos sejam 15-20% mais fortes.

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Sou culpado...

O relatório divulgado hoje em Paris pelo painel de especialistas da ONU nas alterações climáticas - Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC), reafirma aquilo que todos sabíamos.
Somos nós os culpados. Eu e voçê (que se dá ao trabalho de ler estas linhas), e não adianta negar as evidências.

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Al Gore em Lisboa

Al Gore estará em Lisboa no dia 8 de Fevereiro numa conferência no Museu de Electricidade.

É claro que é uma grande oportunidade de trazer para cima da mesa o problema das alterações climáticas.
A este respeito, louve-se a iniciativa de juntar os funcionários do Municipio de Lisboa a visionar o filme "An inconvenient truth" de Novembro de 2006, que trouxe uma dimensão extraordinária, sobretudo mediática, à discussão sobre as alterações climáticas globais. É um pequenino passo, mas digno e de grande valor.


" Uma verdade inconveniente" surge na sequência de um relatório bomba de Sir Nicholas Stern acerca da economia das alterações climáticas "The Economics of Climatic Change" Outubro 2006, e Al Gore colocou os olhos de todos nas políticas ambientais e sobretudo apontou directamente aos políticos como "target" da mensagem (talvez estivesse a falar para dentro de casa).

Seja como for, apesar de decerto termos de conviver com a bajulação política e com inúmeros e solícitos adeptos da causa aos pulinhos em bicos de pé, é preferível isso do que não sequer falar do assunto.





O relatório de Sir Nicholas Stern pode ser retirado em pdf aqui e um comentário com a uma versão reduzida dos principais aspectos aqui;



Al Gore on stage aqui (vale a pena ver e ouvir) e toda a informação sobre a crise climática aqui

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Cai neve, cai neve, cai neve no jardim ...

Este refrão acompanha-me desde a infância. Sempre o cantei apesar de já não conhecer o resto da letra.
Não esperava era que este sonho que nos perseguia, a nós crianças alfacinhas, de natais nevados e serões à lareira, se tornasse de repente uma coisa quase comum.

Ontem, a Malveira e arredores, teve mais uma manhã diferente. A neve cobriu os campos e os telhados e permitiu um vislumbre do que é viver em climas menos temperados.
Há quem diga que a culpa é das alterações climáticas. Mas que é bonito, lá isso é.
Frio, mas muito bonito.
Ficam dois postais do ano passado aqui na Malveira.




quinta-feira, janeiro 25, 2007

Ambiente na AR

Ouvi uma parte significativa do debate mensal na Assembleia da Republica, que politiquices à parte (ou maniqueísmos partidários como um deputado chamou) foi muito interessante.
Fiquei com algumas ideias.

A primeira é a sensação de que temos um Ministro do Ambiente ausente (se não fosse saber que está muito bem assessorado por um secretário de estado competentíssimo e insuspeito nas questões ambientais diria que estavamos desgraçados).

A segunda é a certeza de que este governo transportou as questões ambientais definitivamente para o patamar económico. Será bom, será mau? Pelo menos assusta.

Veja a lista das medidas anunciadas aqui no Publico de hoje.

Achei muito interessante o PM ter dito que as alterações climáticas / aquecimento global são uma oportunidade para o país. Eu acho que é apenas mais um pretexto, mas enfim. É que nesta contabilidade do deve e haver, existem valores cuja valorização económica, apesar de necessária, não é fácil.

PS. Começou ontem o Forum Económico Mundial 2007 que tem como um dos temas quentes, precisamente o aquecimento global e as alterações climáticas (procura mais aqui). Coincidências? Não. É a necessidade (por ex. na Europa o aumento da temperatura está a destruir a indústria do turismo de inverno).

quarta-feira, janeiro 24, 2007

O que podemos fazer.

Existem situações em Portugal, que são paradigmáticas da forma como entendemos o ambiente e a forma de ocupação do território. Não existe dissociação entre estas duas perspectivas pelo que é cada vez mais consensual, desenhar um desenvolvimento da sociedade que seja sustentável ambientalmente.
Infelizmente a maioria das pessoas continua a percepcionar os problemas apenas e só quando eles batem à porta, lembrando-se da sustentabilidade quando precisa.
É o que se passa com a deposição de lixos e entulhos em caminhos rurais. Já diz o ditado longe da vista ...


Em Monsanto (sim ainda me lembro) resolveu-se o problema com: vigilância apertada, condicionamento de acessos a veículos motorizados, limpeza sistemática dos espaços. E resultou!


Na minha zona, Mafra, Malveira e redondezas o panorama é, infelizmente, semelhante. Tenho andado a magicar sobre o que, em vez de continuar a incluir estas situações no rol das queixinhas tipicas do português, podemos fazer. É preciso agir.

O que podemos fazer é:

  1. Documentar fotograficamente as situações que observe;
  2. Georeferenciar os depósitos de lixo;
  3. Enviar relatório para os orgãos autárquicos competentes;
  4. Enviar para a GNR/SEPNA
  5. Enviar para o Min. Ambiente
  6. Enviar para a LPN e Quercus
  7. Publicar aqui no blog o relatório e as respectivas respostas
O que acham?

Caparica vs aquecimento global

Como de costume, neste belo país à beira mar plantado, só se dá por ela quando de repente (e vejam bem que este de repente tem mais de duas décadas) o mar, esse vilão desalmado que tanto nos dá como tira, o mar dizia eu, resolve destruir os sistemas dunares da Caparica levando no seu incessante vai e vem alguns haveres.

O litoral português está em retrocesso à décadas. São inúmeras as situações de praias desaparecidas e falésias e arribas em risco e, ainda por cima, bem identificadas e claramente estudadas - "Portugal é um dos países europeus com maiores problemas de erosão costeira, com taxas médias de recuo que variam entre os 0,02 e os nove metros nalgumas zonas do litoral, segundo o último Relatório do Estado do Ambiente (2004)".

Outra opinião http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=10798.

E no entanto é preciso que a situação se torne dramática , para que as pessoas acordem para a realidade, que não é mais do que não é possível continuar a entender o litoral e a sua ocupação como se se tratasse apenas de uma parcela de território disponível sem riscos de qualquer natureza. Até porque sai caro.

E uma coisa é gastar dinheiro na conservação de vilas piscatórias em arribas e praias da costa oeste, outra é gastar dinheiro na protecção de empreendimentos turisticos e outras construções recentes colocadas em locais absurdos.

Nós gostamos do mar, gostamos da costa e gostamos de usufruir com qualidade desta riqueza. Só falta aprender com os erros e deixar quem sabe decidir (a propósito gostava tanto de ler o POOC da zona - alguém sabe se previa construções nas dunas ...).

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Pescanova - Update

O jornal "Público" de hoje, num excelente trabalho, discute precisamente o ponto de vista que expus aqui, e que começa a ser demasiado óbvio para ser ignorado: leia o Público aqui



Algumas pérolas retiradas das peças:
"Na área do turismo, mas não só, os PIN passaram a ser encarados como uma espécie de "via verde" para destravar projectos parados por incompatibilidades com o ordenamento do território ou com leis ambientais." Que chatice....
"O responsável pela captação de investimento para o país sustenta que "a protecção ambiental não se deve banalizar, para os casos graves estamos cá para os ver" . E eu a pensar que sim senhor deviam ser tão banais, tão banais, que só pelo facto de serem banais já estavam contemplados na apresentação dos projectos. Que chatice ...

E não é que o Ministro do Ambiente dá uma entrevista. Afinal ele existe e é ouvido para estas coisas.

Fiquei bem mais sossegado, sobretudo por ler que o ICN (não é ICNB) é ouvido e emite parecer. Será que estes pareceres não podem ser consultados, onde estão as conclusões técnicas, quem foram os técnicos consultados, etc, etc... Que chatice de perguntas...