Da próxima vez que formos a Ibn Ammar temos de ver bem onde pomos os pés. Parece que anda por lá um tal de Lusoblothrus aeningmaticus Zaragoza & Reboleira, 2012. Trata-se de uma nova espécie de pseudoescorpião que define também um novo género.
Parabéns aos autores e à Sofia Reboleira em particular.
Podem ver esta e outras notícias relacionadas com a bioespeleologia aqui.
Mostrar mensagens com a etiqueta Ibn Ammar. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ibn Ammar. Mostrar todas as mensagens
sexta-feira, novembro 09, 2012
terça-feira, outubro 18, 2011
Ibn Ammar
"A Leitura
Minha pupila liberta
Quem da página é cativo:
O branco, da margem certa
E da palavra, o negro vivo."
Ibn ' Ammar al-Andalusi, poeta árabe de origem Algarvia (S. Brás de Alportel, Estômbar ou Silves de acordo com as várias fontes - aqui, aqui ou ainda aqui por exemplo) viveu aventurosamente no Gharb Al-Andalus cerca de um século antes que se falasse de Portugal.
Como é que o seu nome aparece ligado a esta gruta não sei. Talvez a proximidade de Estômbar (uma das referências como local de nascimento) seja a razão. Se estiverem interessados este documento da Arkeotavira, apesar de não referir a gruta faz um belo retrato da época.
Seja como for, Ibn Ammar é o nome de uma gruta, fantástica, localizada na margem direita do estuário do Rio Arade, onde o rio expôs uma falésia de calcários do Jurássico, a que a AESDA tem dedicado alguns anos de trabalho com vista à realização e publicação de uma cartografia detalhada (a publicar no Trogle).
A primeira grande surpresa desta gruta é a sua localização. A proximidade do estuário, a influência da das marés e a entrada a uma cota baixa, deixa antever a presença de água. Mas nada nos prepara para a sala que encontramos depois de percorrermos alguns metros numa galeria tubular.
A sala do lago é uma catedral! Eu sei que com o tempo hei-de ter a oportunidade de ver coisas ainda mais imponentes, mas, para já, esta sala encheu-me as medidas. Andar naquele lago sem receio de afundar na lama do fundo, confiando que não existem poços e ou depressões é um exercício de confiança que ombreia com todos os que os cursos de interacção entre pessoas possa inventar. Daí o facto de em algumas ocasiões fugirmos para as paredes laterais da sala. Só para não afundar muito.
Mas o ambiente é fantástico, pois a sala tem umas dimensões bem razoáveis, com espeleotemas abundantes, em que o som do marulhar da água ecoa com suavidade. Já o mesmo não se pode dizer das conversas e gritos do pessoal, 14 espeleólogos, muitos estreantes em Ibn Ammar e todos superdivertidos pela experiência. Não há nada como uma piscina natural para que se liberte a nossa aptidão natural para nos tornarmos crianças.
Foi uma boa demonstração da capacidade mobilizadora da AESDA.
Para além da topografia, fez-se também uma tentativa de desobstrução que apesar de não ter dado resultados imediatos, serviu-me para ampliar a experiência em gruta. O trabalho lá em baixo é de facto cansativo. Muito cansativo. Mas é uma boa maneira de mandar fora as energias acumuladas.
Podem ver outras fotos da gruta de Ibn Ammar aqui (portfolio de fotografia do Rui Mergulho, um dos elementos da AESDA).
Minha pupila liberta
Quem da página é cativo:
O branco, da margem certa
E da palavra, o negro vivo."
Ibn ' Ammar al-Andalusi, poeta árabe de origem Algarvia (S. Brás de Alportel, Estômbar ou Silves de acordo com as várias fontes - aqui, aqui ou ainda aqui por exemplo) viveu aventurosamente no Gharb Al-Andalus cerca de um século antes que se falasse de Portugal.
Como é que o seu nome aparece ligado a esta gruta não sei. Talvez a proximidade de Estômbar (uma das referências como local de nascimento) seja a razão. Se estiverem interessados este documento da Arkeotavira, apesar de não referir a gruta faz um belo retrato da época.
Seja como for, Ibn Ammar é o nome de uma gruta, fantástica, localizada na margem direita do estuário do Rio Arade, onde o rio expôs uma falésia de calcários do Jurássico, a que a AESDA tem dedicado alguns anos de trabalho com vista à realização e publicação de uma cartografia detalhada (a publicar no Trogle).
A primeira grande surpresa desta gruta é a sua localização. A proximidade do estuário, a influência da das marés e a entrada a uma cota baixa, deixa antever a presença de água. Mas nada nos prepara para a sala que encontramos depois de percorrermos alguns metros numa galeria tubular.
Mas o ambiente é fantástico, pois a sala tem umas dimensões bem razoáveis, com espeleotemas abundantes, em que o som do marulhar da água ecoa com suavidade. Já o mesmo não se pode dizer das conversas e gritos do pessoal, 14 espeleólogos, muitos estreantes em Ibn Ammar e todos superdivertidos pela experiência. Não há nada como uma piscina natural para que se liberte a nossa aptidão natural para nos tornarmos crianças.
Foi uma boa demonstração da capacidade mobilizadora da AESDA.
| Estalagtites até à água... |
| Ou água até ao tecto? |
| Preparados para a desobstrução |
Podem ver outras fotos da gruta de Ibn Ammar aqui (portfolio de fotografia do Rui Mergulho, um dos elementos da AESDA).
Subscrever:
Mensagens (Atom)
