Mostrar mensagens com a etiqueta Arrábida. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Arrábida. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, abril 23, 2012

Gruta dos Morcegos, Arrábida

A Arrábida tem um encanto muito próprio. Sempre a visitei com prazer e todos os pretextos servem.
Desta vez, a possibilidade de descer no Fojo, até à base da falésia, para visitar a gruta dos Morcegos foi o catalisador para um sábado muito bem passado com o GEM.

Deixo-vos com algumas fotos e vídeos do dia.

Orchis papilionacea

A costa Este

Fila na corda


A Gruta dos Morcegos

Devia era ter levado o fato de mergulho.

segunda-feira, setembro 24, 2007

Voltei ...

Depois de alguns meses sem escrever, resolvi voltar. A preguiça é terrivel e a motivação não tem sido muita, mas hoje li uma notícia que não me deixa ficar quieto, aliás deixa-me completamente inquieto e como não há fumo sem fogo.
É esta a minha motivação.
Trata-se do facto de o governo ter sido acusado no parlamento de autorizar o aumento do período de licenciamento e exploração das pedreiras da Secil no Parque Natural da Arrábida.
O governo nega, afirma que o que está em causa é um pedido de exploração em profundidade () e não o alargamento da área de exploração, que será objecto de um EincA e não de EIA (o primeiro não exige consulta pública - um pormenor de somenos importância). O governo através do Ministério do Ambiente (??) referiu ainda que o contrato de concessão, quantifica o volume de inertes extraído e não período de extração. Logo se be entendo a SECIL descobriu a brecha legal que lhe permite aumentar a exploração - se não posso crescer para os lados, cresço para baixo.
Entretanto a directora do PNA que deu parecer negativo a essa "expansão em profundidade" não foi demitida, simplesmente cessou funções e não foi reconduzida (tudo muito simples e sem qualquer relação causal entre as duas coisas - claro).
Entretanto a SECIl continua a apoiar (tem de se lhes dar esse crédito) a reflorestação das áreas desafectadas (e tem uns viveiros fantásticos que dão gosto ver) apoiando também o projecto de revegetação de pradarias marinhas (um projecto de facto magnifico , que pode ser visto com cuidado aqui).

Mas ... é preciso ter lata. A Arrábida ou é um património natural que merece todo o esforço nacional para a sua preservação e conservação , ou é uma área de extração de inertes. As duas coisas só são perifericamente compatíveis e dificilmente podem ser compatibilizadas. E existem muitos locais do parque em que as duas actividades se tornam perigosamente incompatíveis.
E é preciso notar que muitos impactes ambientais resultantes da extração de inertes permanecem quer se trate de um aumento de área de exploração quer se trate de um aumento em profundidade. Aliás seria interessante, perceber e quantificar a quantidade de partículas minerais associadas à exploração dos inertes, defenindo por exemplo um rácio : partículas/m3 extraído. Mas um estudo de incidências ambientais não permite a consulta pública!
Refira-se que estas partículas minerais são responsáveis por grande parte dos impactes ambientais já que se depositam na vegetação, são transportados para o oceano (destroem as pradarias marinhas ???) e causam problemas de saúde publica.

Podem ler nos seguintes links mais informação sobre estas notícias.
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1305564&idCanal=10
http://news.google.pt/news?hl=pt-PT&ned=pt-PT_pt&q=arr%C3%A1bida+secil&btnG=Pesquisar+not%C3%ADcias

segunda-feira, abril 16, 2007

Orchis papilionacea L.

As orquídeas sempre foram uma paixão e as que ocorrem espontaneamente nos nossos campos não fogem à atracção que exercem, pelo exotismo, pela elegância e pelas formas que possuem.
Este ano, com o pretexto de fazer geocaching, aproveitei para registar as observações no google earth, e acabei por realizar observações fantásticas.

Antes de publicar a lista completa de espécies observadas, aproveito para mostrar uma novidade (na minha lista de observações), observada no PN Arrábida no dia 15 de Abril. Uma Orchis papilionacea L., planta que já procurava há algum tempo.

Neste dia observei ainda: Orchis morio subsp. picta Loisel; Ophrys lutea (Gouan) Cav.; Ophrys fusca Link in Schrader; Ophrys speculum Link in Schrader; Ophrys vernixia Brot.; Ophrys scolopax Cav.; Ophrys bombyliflora Link in Schrader e Serapias sp.

terça-feira, março 06, 2007

Marmitas de Gigante


Marmitas de Gigante by truta - GCVZ4H

Este sitio, que eu não conhecia na Serra da Arrábida, merece de facto uma visita cuidada. É que para além das marmitas de gigante na Ribeira do Risco, a flora rupícola e fissurícola é de grande interesse (arrisco-me a dizer o mesmo de qualquer outro local da Arrábida).
A aproximação não é dificil, mas para quem não gostar de vegetação mediterrânica, torna-se duro. É, sobretudo, importante esperar uns arranhões e uns picos a toda a altura do corpo.
Nós fizemos a aproximação por juzante, encontrando o local onde a ribeira cruza uma pista florestal. Fácil, mas será necessário estar depois muito atento às condições do terreno, especialmente no Inverno, devido à humidade e ás pedras soltas.

As marmitas, são de facto gigantescas, as maiores que já vi. É engraçado olhar para o ribeiro e imaginar as voltas (literalmente) que a Arrábida já deu, para deixar para trás estas marcas da força erosiva da água.

Na foto o Jorge, imagina-se a rebolar e a ajudar com a sua cabeça dura a erodir a rocha.

Ao lado um magnífico maciço de Hyacinthoides hispanica, nas fissuras do calcáreo numa das paredes das marmitas. Os únicos exemplares em flor desta espécie encontravam-se nestas fissuras, embora as margens da ribeira estejam atapetados de grandes maciços que suponho sejam também desta espécie. Mais uma semana e o espectáculo de subida pelo leito da ribeira será um espectáculo fabuloso.

segunda-feira, março 05, 2007

Arrábida, mais uma vez ...

e sempre. É de facto um lugar especial, cheio de encantos e inúmeros motivos de interesse.
Desta vez fiz um percurso pedestre na companhia de dois bons amigos, o Jorge e o Rui, que se entretêm aqui a discutir o ponto 36 (piadas de gajos).
Depois de vários kms de conversa, observação da natureza, fotos e muita animação, levamos com uma chuvada em cima que só visto. Nem as tortas em Azeitão me souberam bem.
Mas boa disposição existe sempre. A próxima fica marcada para um destes dias.