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sexta-feira, dezembro 28, 2012

Do subsolo para o espaço ...

... nunca olhei para as minhas aventuras no subsolo, em grutas e algares, como um caminho para chegar ao espaço. Mas isto é porque sou curto de vistas.

Mas há quem não o seja e é isso que faz mover o mundo. Júlio Verne levou-nos através da imaginação a esses dois extremos e é muito reconfortante saber que existem pessoas que não perdem essa visão.

Ouçam ...





terça-feira, novembro 06, 2012

Desta vez vi a Fórnea ... quase.

Em mais uma actividade do GEM (Curso de nível II de 2012), tive finalmente a oportunidade de me abeirar do topo da Fórnea. Pensava eu que pela primeira vez, sim, pela primeira vez, teria oportunidade de ver a enormidade daquele acidente geológico. Ainda não foi desta. A neblina enchia a "depressão" e só a espaços nos deixava ver o que se passava lá em baixo.


Também pela primeira vez desci o Chou Jorge, de má memória pois da ultima vez que estive lá à beira do poço de entrada, estava de joelho ligado, inchado e destroçado. Foi no dia em que não fiz o exame de espeleo ("chumbei" por falta técnica - pois parece que é preciso ter os joelhos todos a funcionar para descer uma vertical de 40m).

Esta descida ao Chou Jorge deu-me algo que estava a precisar na espeleo. Autonomia. Gostei sobretudo de perceber que as pessoas confiam em mim e isso quando desenvolvemos uma actividade arriscada, espectacular mas com muitos riscos, é uma sensação fantástica.

O poço de entrada não fica a dever nada ao da Arroteia, mas já não assusta, quer para baixo e mais importante ainda, quer para cima. Aquela sucessão de poços e corrimões, com fraccionamentos de esquina suspensos no vazio são espectaculares e decerto deixaram uma impressão fantástica na mente daqueles alunos (um abraço ao Rui Andrade pela magnífica equipagem). 
A parede oposta à via de descida, que tem praticamente a altura de todo o algar é uma das mais bonitas que já vi. Um fluxo calcitico de enorme beleza que deixa qualquer um de boca aberta.

Eis um algar que merece uma visita mais prolongada, sobretudo para apreciar com cuidado e a atenção merecida os níveis inferiores da cavidade.

Aspecto da parede do algar oposta à via de descida. Um poço vertical de mais de 50m completamente coberto por um fluxo calcítico (flowstone) que forrava a parede de candelabros, alforrecas, bandeiras, e outras formas lindas e pristinas.

O Mauro (aluno do curso) a descer o P30 (?) de acesso aos níveis inferiores do algar.

sexta-feira, julho 29, 2011

Trovoadas

Existem algumas técnicas e procedimentos que minimizam o risco associado a trovoadas, embora esse esteja sempre presente. Este artigo no Adventure Travel da National Geographic deixa-nos uma lista de alguns desses procedimentos. Muito boa leitura.
 
Vem este post no NG a propósito pois faz hoje sensivelmente dois meses que, enquanto desequipávamos a boca do Algar do Moinho de Pau em Montejunto, fomos surpreendidos por uma trovoada das valentes. Para além da chuva forte e intensa que se abateu sobre nós, os raios não paravam de nos impressionar e tivemos um grande susto quando fomos brindados com um belo "light and thunder" mesmo ali ao lado, suficientemente perto para abanarmos. Julgo aliás que foi a minha pior experiência com trovoadas desde que faço "trabalho" de campo.

Estava num dos topos da serra, não existiam abrigos, estávamos carregados de equipamento metálico, o carro estava muito longe ... enfim, mau, muito mau, mas ao mesmo tempo uma experiência fantástica. A esta distância, penso que resolvemos bem a situação.